Editorial: Governança de Dados nas Empresas

A tecnologia tem transformado o dia a dia das pessoas, mas acima de tudo, tem desafiado as organizações a investirem em universos que até então não haviam sequer cogitado em habitar. E isso impactou diretamente o sistema de organização de empresas dos mais diversos tamanhos, estruturas e disposições mercadológicas. Em meio a imersão do boom tecnológico estão a percepção de que ela, a tecnologia, assumiu caráter decisivo nas tomadas de decisão, ante um passado recente em que estavam no suporte das corporações. 

Nessa nova realidade, a Governança de Dados se mostrou elemento crucial na saúde e capacidade de articulação dos negócios. Isso porque, com os avanços sociais e os recursos na aplicação do direito que isso implica, as decisões que permeiam essa área ganharam importância imensurável. Sendo testada na maior parte das grandes empresas do mundo, a Governança de Dados deve manter cuidados com questões como acessibilidade, proteção, armazenamento, manutenção, utilização e riscos de tudo aquilo que é coletado e armazenado em posse dos sistemas de coleta.

Como grande desafio para 2022, empresas grandes, médias e pequenas estão em constante conflito com esse contexto que, ao menos do ponto de vista legislativo, já impõe obrigações e cuidados com relação ao tratamento de dados. Nas disposições da Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet, a previsibilidade de implicações legais diante do descumprimento da lei, será cada vez mais recorrente na medida em que o judiciário será mais acionado para mitigar conflitos. A legislação nesse caso mostra caráter altamente progressista, quando por exemplo, garante a propriedade dos dados ao usuário que gerou, e não para aquele que o coleta. 

A governança de dados, entretanto, não será somente elemento crucial do direito em 2022 por conta dos conflitos. Essa prática se mostrará saudável pelas perspectivas de benefícios ativos e passivos para as organizações. Na capacidade de melhorar processos, aumentar a competitividade e adoção de políticas de transparência, moram a verdadeira razão para que todos estejam assistidos e capacitados para lidar com esse tema.

O termo engloba um conjunto de responsabilidades que deliberam explicitamente ou implicitamente quais as relações entre empresa, clientes e sociedade. A grande revolução nesse sentido se dá no passo em que os modelos de negócio estão sendo transformados. Nesse sentido, o próprio direito através das fintechs jurídicas tem desafiado escritórios e empresas tradicionais a buscarem novo posicionamento institucional. Afinal, o futuro chega para todo mundo. 

 

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