ESG: além de uma estratégia de negócios, uma responsabilidade corporativa com as futuras gerações

As empresas que desenvolvem uma consciência sustentável estão ganhando destaque no campo dos investidores que buscam contribuir com o meio ambiente

Com o crescente número de alterações climáticas evidenciadas no mundo, o termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), ou ASG no português tornou-se pauta na tomada de decisões de grandes e pequenas empresas, principalmente nas decisões que envolvem a estratégia do negócio visando principalmente a criação de valor a longo prazo, sem esquecer de atrair um olhar especial dos investidores para dentro da Cia.

Após a divulgação da Agenda 2030 da ONU, no acordo firmado com 193 Estado-membros materializado no documento “Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” em setembro de 2015, na cidade de Nova Iorque, o países signatários da ONU, comprometeram-se em até o ano de 2030, cumprir com as 169 metas contidas no documento com foco principal na erradicação da pobreza e na promoção de vida digna a todos, dentro das condições que o nosso planeta oferece e sem comprometer a qualidade de vida das próximas gerações.

Dentro desse compromisso, integra-se todas as partes interessadas no desenvolvimento sustentável do pais organizações internacionais, sociedade civil e outras entidades, engajados em um único propósito, a busca por um mundo mais justo, próspero e sustentável.

Nessa toada, empresas de todos os setores passam a integrar em suas estratégias de negócios o compromisso de implantar melhores práticas, relacionadas aos 17 ODS, que visem o desenvolvimento não apenas econômico, mas que garantam a efetividade da sua responsabilidade socioambiental, criando valor a longo prazo, ouvindo todas partes interessadas no negócio e levando-as em consideração na tomada de decisões, proporcionando um ambiente favorável para as gerações futuras.

Sobre esse prisma, a mudança de cultura de uma organização com foco na implantação de melhores práticas de ASG merece especial atenção, uma vez que ultrapassam questões relacionadas unicamente a obtenção de lucro vez que atrelado a isso, reforça sua responsabilidade de desenvolver pessoas, promover a igualdade de gênero, administrar os recursos naturais na extração de insumos para produção visando sempre a continuidade desses para as gerações advindas, na gestão de resíduos, além da compensação do carbono com vistas a equilibrar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelas operações da empresa.

Os frutos desse aculturamento vão desde a garantia de sustentabilidade dos negócios a longo prazo, a atração de investidores preocupados com o tema, bem como a obtenção de um maior engajamento de todas as partes interessadas nos debates sobre o tema, abrindo espaço para inovações tecnológicas na tentativa de desenvolver ferramentas que fomentem a economia circular, a produção de energia limpa, o estabelecimento de métricas e indicadores de sustentabilidade e desenvolvimento profissional.

A advogada, Kesya Nascimento, explica que “neste sentido muitas empresas, conscientes do papel socioambiental que representa na sociedade, têm procurado fomentar debates de melhores práticas de ESG no sentido de propagar a cultura de uma empresa ética e compromissada com as próximas gerações”. Um dos temas alvo desses debates é a compensação do carbono na tentativa de equilibrar a emissão de gases com ações que os neutralizem.

A discussão alcança altos patamares por tratar-se de um tema que afeta a toda a cadeia produtiva de uma empresa, quer seja na busca pelo “net zero carbon emissions” (zero emissões líquidas de carbono, em tradução livre), quer seja na neutralidade deste que pode envolver a eliminação de emissões, a compensação delas (mercado de carbono) ou uma combinação de ambas.

“Continuando no cenário de melhores práticas para a redução dos efeitos climáticos através do uso consciente dos insumos naturais, as empresas ganham destaque no campo dos investidores que buscam cada vez mais aplicar recursos em companhias que tenham políticas consolidadas que reforcem não apenas a responsabilidade ambiental, deixando riquezas naturais para as próximas gerações, sem deixar de lado a preocupação em fomentar políticas sociais de diversidade e inclusão, no crescimento profissional, no trabalho justo, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.”, concluiu Kesya.

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