Cobrança X Recuperação de Crédito: qual a diferença?

Ainda é muito comum confundirem a operação de cobrança e recuperação de crédito, mesmo existindo diferenças importantes entre elas.

A inadimplência ainda é uma das maiores preocupações das empresas, que sofrem com o risco de não ter retorno dos créditos para o caixa.

E, de acordo com o último levantamento, realizado pela Serasa em agosto de 2023, esta preocupação vai perdurar. Os dados indicam um aumento no número de inadimplentes no Brasil, após duas quedas consecutivas. Com 71,74 milhões de brasileiros em situação de inadimplência, o crescimento foi de 320 mil em relação ao mês anterior.

Com isso, os gestores financeiros e empresários buscam a melhor solução para gestão do negócio e diminuição da inadimplência. Para lidar com essa questão, a empresa precisa adotar alguns procedimentos, e garantir a manutenção da saúde financeira do negócio. Neste cenário, ainda é comum confundirem a operação de cobrança e recuperação de crédito, mesmo existindo diferenças importantes entre elas.

O primeiro passo para montar a estratégia é entender a diferença entre os dois processos e adequar o que melhor atender o perfil da empresa. Destacamos algumas informações relevantes que facilitam esta distinção.

Operação de cobrança

Este processo é mais simples, direto e consiste em enviar uma notificação de pagamento em atraso e buscar o pagamento da dívida, através de uma oportunidade interessante de regularização. Esta modalidade é utilizada para cobrar ou renegociar uma dívida específica.

É habitual as empresas desenvolverem uma régua de cobrança para definir a linguagem usada durante as operações, as vantagens que poderão ser oferecidas ao devedor para que ele regularize o débito. As campanhas de cobrança podem ter motivação judicial, por se tratar de um aviso amistoso antes que a quantia seja protestada na Justiça.

Recuperação de Crédito

Já a recuperação de crédito não tem como foco, apenas liquidar uma dívida. A ideia é devolver ao consumidor o crédito na praça para que ele volte a comprar e a fazer parte da economia ativa, movimentando dinheiro e, automaticamente, melhorando o fluxo do caixa da empresa credora. Essas ações são voltadas a consumidores endividados que já foram inseridos em cadastros negativos de órgãos como SPC e Serasa.

“Com a crescente na taxa de inadimplência no Brasil, podemos destacar que o Instituto da Recuperação de Crédito ganha um maior destaque, neste momento, para a economia como um todo. As empresas entendendo todo o processo, com auxílio de tecnologia para aumentar a efetividade e adotando as estratégias de forma correta, podem lograr um número exitoso e considerável no retorno no adimplemento dos débitos. Para o devedor, esta modalidade, além de fornecer condições diferenciadas para o pagamento, também devolve o seu poder de compra junto ao mercado, fazendo com que, seja mais vantajoso para todas as partes envolvidas e para a própria economia”, ressaltou o sócio e gestor do escritório Rueda e Rueda Advogados, Leandro Amaral.

No final das contas, o objetivo da empresa é receber o dinheiro que cada cliente lhe deve. Mas, é preciso definir a melhor estratégia, além de buscar organizações que possuam expertise, infraestrutura, com capacitação adequada e que já oferecem tecnologias para a gestão e monitoramento, para gerir todos os processos de ponta a ponta, definindo as melhores estratégias desde o início até a solução.

Fonte: SERASA

*Leandro Amaral – É bacharel em Direito pela Universidade Mauricio de Nassau, atuando como advogado desde 2011. Especialista em contencioso cível de massa, principalmente nas áreas do Direito do Consumidor, (Securitário e Bancário), em redação de teses, acompanhamento de processos, revisões de peças, despacho de publicações, contato com clientes, participações em audiência, sustentações orais, elaboração de relatórios e pareceres, auditorias de processos e sistemas e no gerenciamento de sistemas jurídicos. 

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