Como o seguro residencial pode aliviar o prejuízo dos eventos climáticos?

O forte temporal que atingiu São Paulo, neste mês, deixou um rastro de destruição provocado por ventos de mais de 100 km/h que derrubaram árvores, postes, abrigos de ônibus, fiação e destelharam casas causando algo ainda pior: a morte de 7 pessoas.  Mais de 2,1 milhão de consumidores ficaram sem luz, e o restabelecimento do serviço, em algumas localidades, demorou até sete dias.

Neste cenário, os seguros podem ser um grande aliado, dizem executivos consultados pelo InfoMoney. “Todos os estudos climáticos mostram que, cada vez mais, vão ter mais eventos extremos climáticos, envolvendo chuva e vento forte. No meio do ano aconteceu nos estados do Sul com mais frequência e agora em São Paulo”, destaca Magda Truvilhano, vice-presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

De acordo com especialistas do segmento, o setor como um todo tem acompanhado os problemas causados pelos eventos climáticos e buscado soluções para minimizar os riscos aos consumidores.

O fato é que as mudanças climáticas têm afetado o cotidiano e causado prejuízos patrimoniais, situação que tem estimulado a procura por proteção em diversos ramos de seguros, sobretudo, o seguro residencial.

As fortes chuvas, em várias partes do Brasil, têm impulsionado as pessoas a buscarem soluções para se protegerem de perdas patrimoniais, de equipamentos e até da própria vida.

“Se os consumidores conhecessem mais sobre o seguro residencial não tenho dúvidas de que o número de contratações daria um salto ainda maior. O custo anual, podendo ser pago mensalmente em parcelas, é bem pequeno para a quantidade de coberturas e assistências que esse seguro proporciona. Vão desde pregar um quadro na parede, instalar uma televisão, resolver problemas de eletrodomésticos e eletrônicos até as coberturas mais graves de incêndio, danos elétricos e, com a contratação específica, destelhamento, alagamento e até desmoronamento”, explicou a sócia do Rueda & Rueda Advogados, Dra. Luciana Godoy.

Com base nos dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), 17% dos domicílios contam com uma apólice de seguro residencial no Brasil, o que representa cerca de 12,7 milhões de residências seguradas. Apesar do índice ainda baixo, houve um salto de 25% em relação a 2017, primeiro ano da série histórica, quando a participação era de 13,6%.

O fato é que o seguro residencial vive o seu ‘pico histórico’, com a expansão de 13% entre janeiro e agosto, segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o segmento arrecadou R$ 3,2 bilhões em prêmios (valores pagos pelos clientes às seguradoras), com a devolução, na forma de indenizações, de quase 30% deste valor (R$ 945 milhões).

Em média, o seguro residencial custa cerca de R$ 500 por ano e para incluir cláusulas que garantam indenizações em caso de alagamento ou desmoronamento, o valor é acrescido de mais R$ 400.

O seguro residencial desempenha um papel importante em situações críticas, como as fortes chuvas e vendavais que acometeram a cidade de São Paulo na última semana. Por meio desse seguro, os moradores têm acesso a coberturas e assistências que garantem proteção e indenização para perdas e danos causados ao imóvel e aos seus bens.

Coberturas obrigatórias

  • incêndio
  • queda de raio
  • explosão

Principais coberturas

Para evitar prejuízos com eventos climáticos é importante contratar coberturas específicas como;

  • Vendaval
  • Danos Elétricos
  • Queda de Raios
  • Alagamento
  • Vidros

    Plano Completo de Assistência 24 horas

Vale lembrar que estar atento aos limites contratados é fundamental para não ser pego de surpresa. O segurado deve buscar uma importância condizente com a reposição do patrimônio e, no caso do seguro residencial, deve ser considerado sempre o valor de reconstrução e nunca o venal porque a seguradora não fica com o bem, como em outros ramos, ela reconstrói. Dessa forma, o segurado fica protegido e evita pagar mais prêmio do que deveria.

O seguro residencial cobre alagamentos e inundações que possui em seu rol a entrada de água no imóvel, a partir de aguaceiro, tromba d’água ou chuva, seja por obstrução ou insuficiência de esgotos, galerias pluviais, desaguadouros e similares.

Diante deste novo cenário, A advogada, que também especialista em seguro habitacional, acredita que “faz muito sentido a contratação do Seguro Residencial, ainda mais quando a ciência já alertou que os eventos climáticos, por exemplo, tendem a piorar ano após ano.”


*Luciana Godoy é advogada inscrita na OAB – Seccional Pernambuco sob o n° 25.823. Bacharel em Direito pela Faculdade de Integrada do Recife – FIR em 2007, especializou-se em Direito Civil e Empresarial pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE em 2015. Professora universitária das matérias de Hermenêutica e Argumentação Jurídica e Tópicos de Atualização Jurídica na Faculdade Joaquim Nabuco – Paulista/PE em 2015. Membro da Comissão de Direito Securitário da OAB/PE de 2011 a 2015 e da AIDA – Associação Internacional de Direito de Seguros.  Atua nas áreas de Direito Securitário, Consumerista e Cível, com larga experiência em contencioso de volume e processos estratégicos. Junto a correspondentes em todo Brasil, atua na redação de teses processuais, acompanhamento processual, redações e revisões de peças processuais, despacho de publicações, contato com clientes, participação em audiências, sustentações orais, elaboração de relatórios, pareceres, auditorias de processos e sistemas e no gerenciamento de sistema jurídico.

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