Pesquisa aponta que apenas 10% das empresas possuem seguro empresarial

Por Redação do Rueda News

A Universidade de Oxford em conjunto com a seguradora Zurich realizou um estudo em 16 países diagnosticando que 53% da população entrevistada não tem seguro ou proteção de renda.
Foram ao todo cerca de 18.000 entrevistados, sendo 1.145 brasileiros. Somente 8% dos brasileiros entrevistados possuem seguro de vida e 4% possuem seguro financeiro. Nos outros países a média de pessoas com seguro chega a 35%.
De acordo com o Empresômetro, o Brasil tem mais de 9 milhões de empresas ativas atualmente, além das 10 milhões de microempreendedores individuais. Com isso estima-se que pelo menos 10% das empresas tenham seguro empresarial.

Segundo Janaina Borges, CEO da Dejan Seguros, muitas pessoas se sentem à vontade renovando o seguro do carro, mas tem receio quando o assunto é seguro empresarial.

“A maioria dos empresários só contratam o seguro empresarial depois que algo prejudicial acontece no ambiente de trabalho”, aponta. “O mito é achar que o seguro de empresas e até de suas residências são caros, muitas vezes são muito mais baratos, em comparação proporcional ao seguro de um carro, por exemplo”, diz Janaina.

Com a pandemia e o novo coronavírus, diversas pessoas encontram-se trabalhando no modelo home office, com documentos e equipamentos importantes na residência, e isso traz uma necessidade maior de optar pelo seguro empresarial e/ou residencial, já que é viável a inclusão do home office nas apólices.

Para a corretora Dejan, o empresário acaba se preocupando bastante com roubo, furto de seu veículo ou da empresa, mas se houver um incêndio no imóvel da empresa, por exemplo, o prejuízo pode ser muito maior.

 “Empresas de pequeno e grande porte possuem uma equipe de administradores, diretores e até conselheiros, que como todo profissional estão sujeitos a erros. Para cada público há um seguro específico, como por exemplo o D&O, seguro de responsabilidade civil para eventuais erros em decisões, prejuízos, processos, bloqueios judiciais e até fechamento da empresa, declarando assim falência”, argumenta Janaina. “É importante derrubar o pensamento de que seguro empresarial é caro e inacessível, quando na verdade, é a única forma de manter o patrimônio seguro”, conclui Janaina.

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